segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Feliz Natal e um Ano Novo Iluminado para todos!!







Desejo a todos um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de Luz!!!
Agradeço a Deus, a Michael e aos meus amigos(as), leitores e comentaristas.. por essa grande aventura que vivenciamos aqui, a cada dia, nesse mundo mágico de Michael.
Que possamos continuar juntos por mais esse ano que se aproxima e muitos outros que virão.
...com muito Amor, Paz, Saúde, muita dedicação e muitas conquistas.

It's All For LOVE

Bjãooo
...com muito LOVE

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Man In The Music: Capítulo 5 - History - "Tabloid Junkie"


11. TABLOID JUNKIE

(Escrita e composta por Michael Jackson, Jimmy Jam e Terry Lewis.
Vocais líder e background: Michael Jackson.
Teclado e sintetizadores: Jimmy Jam e Terry Lewis)



Depois da suplicante vulnerabilidade de “Childhood”, a provocativa “Tabloid Junkie” é Childwooduma denúncia de pleno direito contra a mídia de notícias e a crescente tendência dela por sensacionalismo, exploração e desinformação. Os críticos têm, tipicamente, avaliado tais músicas como exemplos do complexo de perseguição e autopiedade de Jackson, mas tal desdém perde um fato mais importante: diferentemente da maioria das músicas pop, que contém sentimentalidade baratas e clichês reciclados, Jackson, nesta faixa mais que ambiciosa, está cantando verdade para ligar um assunto com relevância que vai além da vida pessoal dele.

A música começa com a autoritária voz de um apresentador de notícias, negligentemente, repetindo informações de tabloides como fatos. É um tipo de momento Orwelliano pós-moderno, no qual a mídia dominante se torna a controladora e a manipuladora da realidade social da audiência dela. A verdade é irrelevante. O que importa é entretenimento, audiência e um tipo de vício por espetáculos infinitos. 
Fatos são o que é transmitido nas redes de TV para uma audiência passiva, não crítica. Na música, enquanto o apresentador fala, teclados começam a tocar freneticamente, ilustrando quão rápido as histórias (se verdadeiras ou falsas, importantes ou irrelevantes) são consumidas, copiadas e espalhadas.

Neste caso, muitas das histórias envolvem o “estranho e esquisito” Michael Jackson, que, tanto para os repórteres quanto para audiência, não é mais um humano, mas um objeto de consumo (à la “Wanna Be Startin’ Somethin’”).

Jackson permite que as reportagens incessantes cresçam até se tornarem um frenesi total, com sons de animais representando os, então, ditos jornalistas (a música quase foi intitulada “Tabloid Jungle”).

“Especular para destruir quem você odeia”, Jackson canta em um áspero rap de abertura,“Circula a mentira que você confiscou/ Assassina e mutila/ Enquanto a perseguidora mídia está histérica”. Interessantemente, nesta faixa, os versos são apresentados em ritmos curtos, batidos, antes de a melodia chegar ao refrão, repetindo o mantra: “Só porque você leu isso em uma revista/Viu isso na tela da TV/ Não torna isso um fato, uma verdade.” Jackson, em essência, está fornecendo antiprogramação aos “noticiários”. 
Entre versos, o apresentador continua a recitar histórias antes de Jackson suplicar ao público dele para não acreditar nelas. “É calúnia”, ele proclama mais tarde na música.“Você diz que isso não é uma espada/Mas com sua caneta você tortura homens/ Você crucifica o Senhor.” Ele, mais tarde, refere-se à mídia como “parasitas em preto e branco”. Essas são letras poderosas de um artista que um crítico alegou que tinha “uma consciência, lamentavelmente, estreita da vida”.

“Tabloid Junkie” é uma polêmica de quatro minutos e meio, habilmente construída sonoramente em camadas (a percussão é, mais uma vez, construída no beatboxing de Jackson), que reivindica a verdade e a responsabilidade. Rolling Stone descreveu a faixa como uma “gigantesca construção funk-rock” com “exuberantes harmonias vocálicas” e “rápidos avisos vocálicos sobre a falta de verdade da mídia”. Na verdade, em uma era quando a mídia principal e cobertura tabloide são confundidas mais que nunca; quando a obsessão por celebridades, consistentemente, triunfa sobre notícias mais importantes; e telespectadores sem discernimento são frequentemente distraídos ou enganados sobre a verdade, a música de Jackson continua uma relevante resposta e aviso.
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Tradução Tabloid Junkie


domingo, 14 de dezembro de 2014

Man In The Music: Capítulo 5 - History - " Childhood "




10. CHILDHOOD
(Escrita e composta por Michael Jackson.
Produzida por Michael Jackson e David Foster.
Vocais: Michael Jackson.
Coro de Crianças de Nova Iorque: Tracy Sindler, Natalia Harris, Jonathan Ungar, Brandi Stewart, Reeve Carney, Caryn Jones e Brian Jones.
Orquestração: Jeremy Lubbock.
Piano: Brad Buxer, David Foster.
Cordas: Brad Buxer)


“Childhood” significava muito para Michael Jackson. De todas as músicas que ele compôs, ele a considerava a mais pessoal. “Se você realmente quiser saber sobre mim”, ele diria em uma entrevista em 2004, “há uma música que eu escrevi que é a música mais honesta que eu já escrevi… ela se chama ‘Childhood’. [As pessoas] deveriam ouvi-la [se elas querem me entender]. Essa é uma que eles deveriam realmente ouvir”. Na verdade, enquanto há muitas camadas do enigma que é Michael Jackson, o trauma da infância “perdida” dele está onde tudo começa. O resto da vida dele, de certa forma, foi uma incessante tentativa de redescoberta.

O público, e até mesmo muitos dos amigos dele, conselheiros e parceiros, infinitamente escrutinavam essa redescoberta pessoal. As pessoas eram rápidas em zombar, ridicularizar ou oferecer conselhos. Mas muitos poucos puderam imaginar como a vida dele verdadeiramente foi: a solidão; abuso; exploração e constantes expectativas nos primeiros anos; trabalhando o dia todo no estúdio, enquanto outras crianças brincavam no parque do outro lado da rua; não ser capaz de deixar a casa sem ser atacado, desde quando ele tinha dez anos de idade; escondendo-se em um armário escuro em razão da vergonha e medo de que os fãs o vissem com acne e o rejeitassem; a presença ameaçadora de um pai abusivo, que poderia gritar ou bater nele por qualquer imperfeição percebida. 

“Nossa história pessoal começa na infância”, diz Jackson em entrevista, “e a música ‘Childhood’ é um reflexão da minha vida… É sobre dor, algumas das alegrias, alguns dos sonhos, algumas das aventuras mentais que eu tive, em razão da vida diferente que eu tive, no começo, como um artista infantil. Eu nasci no palco e ‘Childhood’ é meu espelho – é minha história”.

Na verdade, esse é o sentimento que Jackson tenta mostrar em “Childhood”, uma confissão estilo Broadway, com o acompanhamento de uma orquestra completa. Ele entende que ele não é “normal” para o mundo. As pessoas dizem que ele “não está bem”. “Eles veem isso como estranhas excentricidades.” Mas eles viram a infância dele? A pergunta se repete durante toda a música e funciona em diferentes maneiras. Por outro lado, ela está pedindo para os ouvintes que considere os desafios da vida precoce dele. Mas isso também é apresentado como uma irrecuperável abstração; a “infância” ideal dele não existe. “Eu estou procurando pelo mundo de onde vim”, ele canta, mas a trágica ironia é que isso sempre lhe escapa. Como em “Stranger in Moscow”, ele não tem lar, entre mundos, um alienígena. Infância, como Neverland, é uma realidade construída, uma fantasia. Por causa disso, ele percebe, “tem sido meu destino compensar/ Pela infância que nunca conheci”.


Porque ele foi forçado a ser um adulto quando era criança, em outras palavras, ele queria, pelo menos, acessar alguma alegria, maravilha, e mágica da infância, quando adulto. Entretanto, ele nunca poderia, realmente, ser uma criança de novo – uma realidade que se tornou tão cruel e real, quando alegações foram feitas contra ele. É essa assustadora presença que perpetuamente aparece nas extremidades de muitas das músicas dele, incluindo a sequência de “Childhood”, “The Lost Children”. Ele pode compensar, ou escapar, dentro de um mundo de “sonhos de aventuras” por um tempo, mas logo a realidade iria se intrometer. Ele acorda no mundo adulto.

Reconhecendo essa verdade sombria, ele simplesmente pede aos ouvintes dele: “Antes de você me julgar/Tente muito me amar/ A dolorosa juventude que eu tive…” A emoção nessas linhas finais é palpável. Claro, isso pode ser (e tem sido) descrito por cínicos como sentimental e indulgente. Mas há genuína emoção nos vocais e tragédia nos sonhos simples desta música. Como muitos dos trabalhos do Wordworth ou Barrie, ela é tanto uma ode quanto uma elegia à inocência.
Enquanto isso pode facilmente ser descrito como sentimental, “Childhood” é, também, uma reveladora confissão, uma desesperada súplica por compaixão, uma música, finalmente, sobre a vulnerabilidade e a tragédia de ser humano.


Vídeo Oficial

Legendado


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Man In The Music: Capítulo 5 - History - " You Are Not Alone "



9. YOU ARE NOT ALONE


(Escrita e composta por R. Kelly.
Produzida por Michael Jackson e R. Kelly.
Programação: Peter Mokrin e Andrew Scheps.
Vocais solo e background: Michael Jackson.
Coro: Andraé Crouch Singers Choir.
Teclado: R.Kelly e Steve Porcaro)



“You Are Not Alone” foi o primeiro single, em trinta e sete anos na história da Billboard Hot 100 chart, a estrear no primeiro lugar. 


A música foi escrita por R. Kelly, um dos mais quentes compositores R&B dos anos noventa. Jackson rapidamente se apaixonou pela melodia e decidiu coproduzir e incluir a música em HIStory.

Uma linda expressão de isolamento e solidão, ela está, de acordo com muitos críticos, entre as melhores baladas dele. 

O crítico musical Nelson George a descreveu como “adorável e maleável”, enquanto Stephen Thomas Erlewine a elogiou como “bem-elaborada” e “sedutora”. 
“Escutando ‘You Are Not Alone’, escreve o biografo Randy Taraborrelli, “alguém se pergunta quantas vezes Michael tentou dizer a si mesmo, durante o momento mais desesperador e angustiante dele, que ele tinha apoio na vida dele, vindo de um poder superior ou mesmo de amigos e da família; se ele, de verdade, acreditava nisso ou não”. A crítica musical Ann Powers descreveu a música como “linda, se você puder sentir a dor… A música… revela a profundidade da perda e perdição, por trás da intenção de Jackson de ser suave”. Com a elevada formação do Andraé Crouch Singers Choir, ela também parece ser uma invocação de força, à la “Will You Be There”.

O vídeo apresenta o cantor com a sua nova esposa, Lisa Marie Presley, em seminudez, o que causou um pouco de tumulto para alguns suscetíveis espectadores e críticos.

Mas para Jackson, isso era “arte”: arte que não tinha vergonha do corpo humano, arte que estava nua e vulnerável (como amor é) e arte que empurra um envelope de expectativas. 

Filmada, parcialmente, no teatro particular de Jackson e, parcialmente, contra o magnifico pano de fundo inspirado pela pintura clássica de Maxfield Parrish, Daybreak, o visual é, na verdade, estupendo.

Recorda o diretor de vídeo Wayne Isham: “O calor demonstrado no vídeo ‘You Are Not Alone’ é real. O curta, na última cena, foi feito com Michael e Lisa Marie sabendo disso fora da câmera, literalmente.

Michael, em nenhum momento, indicou que isso fosse uma coisa comercial. Era mais pessoal. As cenas de nu foi ideia de Michael. Eu pensei que isso foi corajoso e honesto; você não pode conseguir nada mais aberto que isso. 
Eles disseram: ‘Aqui estamos. Você quer nos ver? ’ Eu não olho para isso como uma coisa comercial. Eu achei que foi uma declaração”.

“You Are Not Alone” foi o último hit número 1 de Jackson, nos Estados Unidos, durante a vida dele.




terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Man In The Music: Capítulo 5 - History - " Come Together"



8. COME TOGETHER

(Escrita e composta por John Lennon e Paul McCartney.
Produzida por Michael Jackson e Bill Bottrell.
Programação de sintetizadores.Bill Bottrel
Vocais líder e background: Michael Jackson.
Guitarra: Bill Bottrell.
Percussão: Bill Bottrell)



Gravada vários anos antes com o produtor Bill Bottrell (ela apareceu, pela primeira vez, em 1989, no filme Moonwalker), “Come Together” foi, originalmente, criada para a trilha sonora de Days of Thunder, estrelando Tom Cruise. A altamente energizada cover dos Beatles teria sido, provavelmente, um grande hit, se tivesse sido lançada com o filme. Quando ela saiu, porém, ficou no cofre por aproximadamente mais de seis anos, antes da inclusão dela em HIStory em 1995. A música nunca tinha sido lançada como single.

Jackson há muito admirava a música dos Beatles, tendo, famosamente, adquirido o Catálogo Beatles/ATV em 1985. Desde a aquisição, Jackson e o advogado John Branca tinham discutido gravar algumas das músicas que, agora, ele era dono (ele gravou, também, um cover do clássico de Sly and the Family Stone,“Hot Fun in the Summertime”).
No fim dos anos oitenta, Bill Bottrell se lembra de estar dirigindo por Los Angeles, escutando as músicas dos Beatles com Jackson, tentando determinar uma boa música para regravar. Eles acabaram escolhendo “Come Together” (a segunda opção era a mais obscura de Paul McCartney, “You Know My Name”)

John Lennon era, de muita maneiras, Jackson sentia, uma alma aparentada: alguém que não poderia se encaixar muito em uma sociedade convencional, mas cujo gênio resta totalmente não ortodoxo.
É justo que Jackson tenha escolhido “Come Together”, uma música que, famosamente, desafia todas as convenções e abertamente abraça a liberdade das estruturas da linguagem, autoridade institucional e ideologia. “Ela lança um fluxo de autoconfessado ‘jargão’, no violento antagonismo de um mundo não esclarecido”, escreveu o crítico dos Beatles, Ian MacDonald, “implicando que a linguagem implantada em tais confrontações é uma armadilha e uma potencial prisão”.

Como Lennon, Jackson adorava jogar com as palavras; ele gostava de formá-las em sequencias incomuns, surpreendentes, (veja “Wanna Be Startin’ Somethin’”) e ele, especialmente, gostava de misturá-las e distorcê-las vocalicamente. É claro, desde Off The Wall, um dos maiores temas da música dele era a habilidade de libertar e unir dela. O famoso verso de “Come Together” – “Uma coisa que eu posso dizer a você é que você tem que ser livre” – isso era em que tanto Lennon quanto Jackson acreditavam nos corações deles. Isso é, como Ian MacDonald astutamente observa, “uma chamada por desacorrentar a imaginação, e por definir linguagem livre, perdidas as rigidezes da política e enraizamento emocional”.

Sonoramente, enquanto os Beatles escolheram adotar um estilo “descontraído” ou “sonhador”, para capturar o sentimento de ser elevado, Jackson optou por uma reinterpretação alta octanagem, que sintetiza o famoso solo de guitarra, destaca o inerentefunk da música e funde a letra selvagem com carregada energia e excitamento. Essa energia visceral está toda à mostra na versão ao vivo, no fim de Moonwalker, na qual Jackson improvisa vocais e bate o pé com abandono, enquanto a música o coloca (e a audiência dele) em um estado de êxtase.

“Eu penso que o cover dele é o melhor cover de uma música dos Beatles que eu já ouvi”, diz o engenheiro Matt Forger. “Por causa desta energia. Ele tem a energia que você sente quando você escuta a gravação dos Beatles pela primeira vez. Michael tocou dentro de um lugar emocional. E você pode sentir isso.” Embora tenha sido adiada por anos, “Come Together” é, certamente, uma dos mais notáveis covers dos Beatles, assim como uma simbólica ligação entre dois excêntricos, mas brilhantes, ícones musicais.



sábado, 29 de novembro de 2014

Man In The Music: Capítulo 5 - History - "Money"




7. MONEY

(Escrita e composta por Michael Jackson.
Produzida por Michael Jackson.
Arranjo: Michael Jackson.
Vocal guia e background: Michael Jackson.
Teclado e programação: Brad Buxer)


Em 1995, era fácil ver a faixa seguinte, “Money”, como uma continuação das queixas pessoais de Jackson. Felizmente, anos mais tarde, ela pode ser apreciada, simplesmente, pelo que ela é: uma intrigante joia, com uma mensagem muito relevante, que denuncia ganância e materialismo.


Como o single do Pink Floyd, de mesmo título, a faixa explora como o amor pelo dinheiro – e o sistema de interesses egoísticos que ele simboliza – pode consumir (e frequentemente consome) completamente a pessoa. 

“Você está infectado pela mesma doença da luxúria, gula e ganância?”, Jackson pergunta aos ouvintes dele. 
Nos versos, ele quase sussurra a sinistra acusação dele: “Então, você vai à igreja/ Lê a palavra sagrada/No esquema da vida/ Tudo isso é absurdo.” Religião, ele está sugerindo, é, frequentemente, nada mais que fachada, quando o verdadeiro objeto de adoração de alguém é o dinheiro. “Você quer um pote de ouro”, ele canta em outro verso. “Precisa do toque de Midas/Melhor você vende sua alma/Aposto que você vende sua alma/ Porque seu Deus é assim.”

Há incisivas palavras direcionadas a uma cultura de tele-evangelistas, esquemas de enriquecimentos rápidos, corrupção corporativa e uma obsessão social comandada com riqueza e status.

Composta e produzida inteiramente por Jackson, a música se desenvolve em três brilhantes linhas de baixo sobrepostas e um rap falado. 

“Michael é um mestre artesão”, diz Brad Buxer, quem trabalhou com Jackson na faixa. “Ele veio com este groove. Nós estávamos usando samplers Emulator 3, e ele disse: ‘Eu gosto deste som no meio do refrão. ’ Assim, nós colocamos elementos no refrão, isolamos certos transientes e os reacomodamos. Basicamente, eu apenas segui as instruções de Michael.” Quando a música progride, ela se desenvolve em um arranjo de ritmos fantasticamente postos em camadas e harmonias que remontam ao melhor trabalho dele em Off the Wall.


Traduzido:

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domingo, 23 de novembro de 2014

Man In The Music: Capítulo 5 - History - " D.S."



6. D.S.

(Escrita e composta por Michael Jackson.
Produzida por Michael Jackson.
Vocais líder e background por Michael Jackson.
Programação adicional: Chuck Wild. Teclado e programação: Brad Buxer.
Guitarra: Slash)


Jackson está de volta ao ataque em D.S. – uma velada referência a Tom Sneddon, o infame e obsessivo Promotor Distrital de Santa Bárbara, que iria liderar duas investigações de abuso infantil contra Jackson (em 1993 e 2003). 

Contra um dominante solo de guitarra (fornecida cortesmente por Slash) e uma batida funky, Jackson ataca contra o arqui-inimigo dele: “Eles querem pegar meu traseiro vivo ou morto”, ele canta. “Você sabe que ele realmente tentou me derrubar de surpresa.” Tornando-se zombeteiro e vingativo, Jackson liga Sneddon à corrupção institucional e discriminação. Porque Jackson sentia que Sneddon injustamente arrastou o nome e a reputação dele na lama, ele devolve o favor, acusando o conservador Promotor Distrital de ser antissocial, um amigo da KKK, e de não parar diante de nada “para conseguir a voz política dele”. 
Sneddon é, em essência, um antiartista: uma figura fria, clínica, autoritária, empenhada em livrar o mundo de “aberrações” (aqueles que não encaixam no conceito dele de “normal”).

Quando perguntado se ele tinha escutado a música, Sneddon, presunçosamente, retrucou: “Eu não escutei, mas me disseram que ela termina com o som de um disparo de arma de fogo.” Na verdade, termina, embora o que o final simbolize possa ser interpretado em diferentes formas.
A faixa, mais uma vez, mostra a recusa de Jackson em ser uma vítima. Ela também forneceu uma trilha sonora para os fãs comparecerem ao julgamento dele em 2005 (o qual foi processado, sem sucesso, por Sneddon).

Vídeo traduzido:


Michael Jackson - Come Together - D.S - Live HWT Seoul Korea 1996



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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Man In The Music: Capítulo 5 - History - " Earth Song "




5. EARTH SONG

(Escrita e composta por Michael Jackson.
Coproduzida por Michael Jackson, David Foster, e Bill Bottrell.
Vocais backgrounds: Andraé e Sandra Crouch e Andraé Crouch Singer Choir.
Piano: David Paich.
Guitarra: Michael Thompson.
Orquestração: Bill Ross)


“Earth Song” se sustenta, com “Stranger in Moscow”, como uma das maiores realizações artísticas de Jackson (embora ela alcance esse status de uma forma bem diferente). 

Onde “Stranger in the Moscow” é sutil e discreta, “Earth Song” é épica e teatral. Incorporando elementos de gospel, blues, opera e pop-rock, Jackson apresenta uma dramática súplica pelo planeta que tem sido chamada “a música tema-verde mais popular de todos os tempos”. 
Na verdade, não é exagero dizer que ela é um dos mais poderosos hinos do século passado.

Um sucesso monumental em praticamente todos os lugares fora dos Estados Unidos (onde, estranhamente, ela não foi lançada como single), “Earth Song” continua na veia de anteriores hinos-mensagem de consciência social, como “Heal the World” e “We Are the World”.
Mas “Earth Song” é, principalmente, uma lamentação. Ela retrata um devastador quadro panorâmico do presente. “O que nós fizemos com o mundo?”, ele lamenta. “Olhe o que fizemos.” Mais tarde, ele fala da profunda desilusão e confusão que resultou:

Eu costumava sonhar

Eu costumava observar as estrelas

Agora eu não sei onde nós estamos

Embora eu saiba que fomos longe de mais


O baixo que vem depois do verso final é tão poderoso que, literalmente, balança os ouvintes, enquanto Jackson solta o choro sem palavras dele pelo estado da Terra.

Esse era um tema com o qual Jackson se importava profundamente. “Eu estava sentindo muita dor e muito sofrimento pela condição do planeta Terra”, disse Jackson na época (a música foi, na verdade, escrita durante as sessões de Dangerous, mas não completamente concluída até 1995). “E para mim, isso é ‘Earth Song’, porque eu penso que a natureza está tentando com muita força compensar pela má-administração da Terra pelo homem… Eu penso que a Terra sente dor e ela tem doenças… e isso foi o que me inspirou.”

Depois do lançamento dela, muitos críticos tachou o hino como enjoativo e exagerado.Rolling Stone desdenhou a música como uma “peça de mostruário – alguma coisa com a qual arrasar em Monte Carlo”. Anos mais tarde, entretanto, com alguns dos, então, instintivos cinismos contra a música de Jackson dissipados, “Earth Song” tem ganhado admiradores pela presciência e o poder cru dela. É difícil pensar em outro hino pop/rock que retrate um quadro tão apocalipticamente devastador do mundo, antes de perguntar abruptamente: “Nós no importamos?” 
Que Top 40 hit dos últimos vinte anos tão brilhantemente funde gospel e opera, blues e pop (sem mencionar a urgente, dolorosa, paixão demonstrada)?

As críticas dos ouvintes descrevem-na como “majestosa” e “poderosa”, e “curadora”. “A música não tem palavras no refrão”, observa um crítico, “palavras não podem expressar a dor e o sofrimento que humanos têm causado a este mundo… o refrão é simplesmente um choro, a expressão de Michael da dor do mundo. O clímax da música é, verdadeiramente, fundamental, fenomenal, e tudo o que você pode fazer é se encostar e aumentar o volume dos alto-falantes e deixar a emoção fluir através de você”.

Na verdade, quando a música se desenvolve para uma crescendo, a voz de Jackson ecoa com a música. “E quanto a Terra sangrando? Ele suplica em uma dramática chamada-e-resposta com Andraé Crouch Singers Choir. “Não podemos sentir as feridas dela?… Quanto à Terra Santa? Despedaçada por credos… Quanto ao home comum?/Não podemos libertá-lo… Quanto às crianças morrendo?/ Você não consegue ouvi-las chorar?/ Onde nós erramos?/Alguém me diga por quê?”

O vídeo que a acompanha, dirigido por Nicholas Brandt (que também dirigiu “Stranger in Moscow”), é um tour de force por si só (ele ganhou um Le Film Fantastique Video Awarde uma indicação ao Grammy).
Filmado em quatro diferentes continentes, o curta-metragem de sete minutos retrata as várias formas com as quais o homem, tecnologia e ganância estão destruindo o mundo: florestas equatoriais são derrubadas por madeireiros; lindos animais, mortos por caçadores; florestas da América do Norte queimadas até virar tocos; a devastação da guerra na Croácia.
Por volta do meio do caminho no vídeo, Jackson, em uníssono com outros homens e mulheres de diferentes países e culturas, cai de joelhos e finca as mãos deles na terra. Enquanto todos eles cavam dentro do solo com desespero, suplicando, um forte vento sopra por todo o globo, forçando as pessoas a se agarrarem aos troncos das árvores, ao solo, e uns aos outros. Então, eles observam maravilhados, enquanto a destruição é revertida e a vida é reestabelecida: elefantes e zebras, uma vez mortos, erguem-se novamente; a devastação da guerra é desfeita; crianças famintas são alimentadas; golfinhos andam livres; poluição é tragada de volta às chaminés; árvores alcançam o céu e a Terra volta ao estado natural dela. Ela é resgatada. 

“O impulso distintivo de Jackson (no vídeo) ignora o apocalipse em favor da mudança: transubstanciação, renascimento, ressureição”, observa o crítico musical Armond White. 

“Estas imagem impressionantes são complicadas pelo jeito como a busca de Michael por esperança é constantemente interrompida por desastre (estendendo a mão para tocar o tronco de árvore, ele salta para trás, a um intrusivo barulho de motosserra). 
O reflexo dele torna a ira inseparável da ação – um paradoxo típico, revolucionário… Essas cenas concretizam a luta, enquanto a altiva canção e o secular uso do coro gospel realiza triunfo: a visão da cura de um tronco de árvore cortado é inesquecível.”

Como com a música em si mesma, os críticos do vídeo sentiram que ele era muito idealista e ingênuo. Eles também criticaram Jackson pela natureza messiânica, tanto do vídeo, quanto da performance dele para a música. No BRIT Awards de 1996, o vocalista do Pulp, Jarvis Cocker, famosamente invadiu o palco para o que, ele considerava, ser a performance “ofensiva” de Jackson como um Cristo. Mas como o crítico cultural Marcello Carlin pontua: “O que foi mais egocêntrico – a performance de ‘Earth Song’ de [Jackson] no BRIT Awards 1996 ou a interrupção de Jarvis Cocker a isso? ‘Earth Song’, melancolicamente e, depois, como crescente ferocidade, faz perguntas de 1967, o que deu origem a ela; por que não temos alcançado este paraíso dourado agora? Por que, na verdade, estamos matando tudo, incluindo nós mesmos?… Ela é uma complexa e apaixonada música de protesto. A explosão de Cocker, ao contrário, é reducionista e lamentável.”

Apesar da controvérsia, “Earth Song” tornou-se um dos mais bem sucedidos singles de Jackson, em todos os tempos, alcançando o Top 5 em países por todo o mundo. 

Ela foi o single mais bem vendido dele na Grã-Bretanha, desde “Billie Jean”, dominando os charts por mais de seis semanas e vendendo um impressionante número de um milhão de cópias. 
Jackson tinha preparado uma nova apresentação da música para a série de concertos dele,This Is It, no O2, o que foi, parcialmente, recriado no tributo no Grammy Awards 2010. Jackson, corretamente, sentia que ela era uma das mais significantes composições dele.


Algumas fotos de Earth Song..




quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Man In The Music: Capítulo 5 - History - "This Time Around"




4. THIS TIME AROUND


(Canção e letra escrita por Michael Jackson.
Música composta por Dallas Austin, Bruce Swedien e Rene Moore.
Produzida por Michael Jackson e Dallas Austin.
Coproduzida por Bruce Swedien e Rene Moore.
Programação adicional: Simon Franglen.
Teclado e sintetizador: Dallas Austin. Rap por Notorious B.I.G.)

Seguindo a sombria “Stranger in Moscow” vem o colante hip-hop-funk de “This Time Around”. O efeito de tão amplamente diferentes músicas – tanto tematicamente quanto sonoramente – pode ser um pouco chocante para o ouvinte. (Uma música como “In the Back” poderia ter funcionado como uma ponte melhor entre as duas obras primas.) Mas Jackson queria moldar contrastes no álbum e essa música, certamente, possibilitou isso.

Composta por Jackson e o produtor de Atlanta, Dallas Austin, (coprodutor doCrazySexyCool, do TLC), a faixa segue na revolta de “Scream”, enquanto Jackson deixa claro que ele não queria ser uma vítima. 

“Desta vez”, ele promete sem rodeios aos acusadores e críticos dele, “eu não estou aturando nenhuma merda!” Mais uma vez, Jackson não mostra nenhuma inclinação para autopiedade. “This Time Around” é uma demolição poderosa, corajosa, na qual a crescente revolta de Jackson está toda à mostra. 
“Até no meu lar eu não estou seguro como deveria estar”, fala Biggie Smalls, “Coisas sempre ausentes/ Talvez pudessem ser meus amigos/Eles não são amigos se eles me roubam.” Com a estrondosa batida dela e os incríveis solos de guitarra, ela foi elogiada pela Rolling Stones como uma “jam dinamite… pronta para remixes”.

A música é notável, também, pelo rap na ponte dela, feito pelo Notorious B.I.G., que, então, no auge da popularidade dele, era, ao lado de Tupac Shakur, provavelmente, o maior rapper do mundo. “Ele era uma figura bastante imponente, quando ele entrou”, recorda John Van Nest da sessão no estúdio. “Eu não tinha ideia sobre o que esperar dele em termos de atitude, mas ele parecia legal, quando ele entrou… Mas quase imediatamente ele exclamou: ‘Ei, Dallas, eu posso conhecer Mike? ’ A isso Dallas respondeu que ele pensava que sim. Biggie foi falar sobre o quanto esta oportunidade significava para ele, como Michael era o herói dele”. Biggie gravou o rap em apenas duas tomadas, antes de esperar Michael chegar para escutar. “[Quando] Michael entrou, Biggie quase se debulhou em lágrimas”, recorda Van Nest. “Eu poderia dizer o quanto isso significava para ele. Michael poderia ter esse efeito em qualquer um, até mesmo nos rappers mais hardcore! Biggie estava quase tropeçando em suas palavras, curvando-se e dizendo a Michael o quanto a música dele tinha significado para ele na vida. Michael foi, como sempre, muito humilde e continuou sorrindo, enquanto Biggie apenas continuou dizendo o quanto ele o amava.”

Depois de o improvável par ter conversado por um tempo, Jackson pediu para ouvir o rap dele. “Nós o colocamos nos alto-falantes grandes e a deixamos ir”, recorda Van Nest. “Michael adorou. ‘Oh, vamos ouvir de novo’ [ele disse] e nós ouvimos de novo. Michael apenas escutou e agradeceu a Biggie por vir da Philadelphia. Biggie perguntou a Michael, timidamente, se ele poderia tirar uma foto e Michael concordou. Uma foto foi tirada, nós escutamos, novamente e Michael agradeceu a Biggie. Michael disse adeus e saiu, deixando Biggie lá, de pé, parecendo completamente atordoado.”



domingo, 16 de novembro de 2014

Man In The Music: Capítulo 5 - History - "Stranger in Moscow"



3 - STRANGER IN MOSCOW


(Escrita e composta por Michael Jackson.
Produzida por Michael Jackson.
Vocais guias e background por Michael Jackson.
Arranjos por Michael Jackson e Brad Buxer.
Teclado, sintetizadores e baixo: Brad Buxer, David Paich, e Steve Porcaro.
Percussão beatbox: Michael Jackson.
Percussão: Brad Buxer.
Cordas: Brad Buxer.
Guitarra de fundo: Steve Lukather e Brad Buxer.
Synclavier: Andrew Scheos)


Embora ela nunca tenha entrado em nenhum dos seus grates-hits collections, “Stranger in Moscow” é uma das realizações artísticas mais impressionantes de Michael Jackson e, ao longo do tempo, será, sem dúvida, reconhecida como tal.

Poética e evocativa, “Stranger in Moscow” revela o que está debaixo da raiva das duas músicas anteriores. É a versão de Jackson da seminal “A Day in the Life” dos Beatles: uma sombria expressão de isolamento, desilusão e alienação. 
O crítico musical Tom Molley descreveu-a como uma “etérea e viva descrição de um homem surpreendido por uma ‘repentina e abrupta queda da graça’, caminhando na sombra do Kremlin”. 
O engenheiro de longa data, Bruce Swedien, sentia que ela era uma das melhores músicas que o cantor já criou. Armond White apoia, chamando-a de “melhor faixa” de Jackson “desde ‘Billie Jean’”. 
“O conto de angústia fora de compasso, mas cheio de alma dela é eloquente o bastante para mitificar a alienação em termos pop e provocar uma reconsideração de pós-guerra fria, pós-revolta sobre direitos civis.”

Jackson escreveu a música enquanto estava em turnê em Moscow, em 1993, durante um particularmente difícil e solitário momento da vida dele. 
“Ela caiu no meu colo”, ele recorda, “porque assim é como eu estava me sentindo na época. Sozinho em meu hotel, e estava chovendo, e eu apenas comecei a escrevê-la”. 

Na verdade, na manhã que a inspiração para a música veio, Jackson chamou o tecladista e diretor musical dele, Brad Buxer, que estava hospedado no hotel. Era 10h30min da manhã e, a pedido de Jackson, Buxer veio imediatamente. 
“Eu bati na porta e disse: ‘Okay, Michael, eu penso que você me chamou porque você quer ouvir a coisa Sega [Jackson tinha concordado em criar uma melodia para o videogame Sonic the Hedgehog 3]’E ele foi: "Não, não, eu quero apenas trabalhar." 
E, então, havia um piano lá e eu comecei tocando coisas e ele disse: ‘apenas toque, apenas toque’.” Buxer, que era classicamente treinado e tocava inúmeros instrumentos, tinha trabalhado próximo a Jackson nos últimos quatro anos. “Stranger in Moscow”, no entanto, foi a contribuição mais significante dele àquela data. 
Na sessão do hotel, Jackson iria, em alguns momentos, dirigir, em alguns momentos, simplesmente ouvir até escutar algo que ele gostasse. “Eu toquei para ele um verso e ele adorou”, recorda Buxer. “Daí, ele disse: ‘Toque mais alguma coisa. ’ E eu apenas ia para estes acordes. É uma simples progressão, mas há esta estranha modulação. Terceiras e sétimas são tudo em música… Se você pega uma base em uma quinta ou uma tríade – com um A espesso e E espesso de um A espesso tríade e, então, usar estas notas muito similares como a 3º maior e 7º maior do novo acorde (nesse caso E maior 7) – Você pode torcer o ar com uma pequena batida e fazer algumas coisas psicológicas acontecerem. Você consegue uma poderosa, mas quase invisível modulação, que afeta a psique, simplesmente por alterar uma nota. E, assim, eu fiz isso. E há uma nova seção que é E maior 7 para A e D maior 7 para G, o que é apenas um completo passo abaixo, mesma progressão. Essas são as duas progressões e isso era “Stranger in Moscow”. Uma vez que eles tinham a progressão básica, Jackson desenvolveu a melodia, o que flutua nas notas mais alta dos acordes. Em apenas uma hora e meia, Jackson e Buxer tinham, essencialmente, criado a música inteira. (Jackson iria, mais tarde, terminar a extraordinária letra e adicionar outros ornamentos.)

Não foi muito depois de escrever e gravar a música que Jackson decidiu criar um álbum inteiro de novo material, em vez de apenas algumas poucas faixas arrematarem umagreatest-hit collection. Tanto Jackson quanto Buxer sabiam que eles tinham criado algo especial. Embora, aparentemente, uma simples balada em tom menor, o esparso arranjo de “Stranger in Moscow” captura perfeitamente o sentimento imparcial, vazio, de um homem estranho ao mundo em volta dele. 

A faixa começa com o som de chuva, então, uma batida lenta, mecânica (construída no beatboxing de Jackson) e uma suave guitarra dedilhada.

Nos versos, Jackson canta em sofisticadas linhas chamada-e-resposta; o efeito eco captura perfeitamente o sentimento de isolamento dele. “Eu estava caminhando na chuva” ele canta. “Máscara da vida, sentimento insano.” Isso começa o que é, provavelmente, a letra mais impressionante da carreira de Jackson, lembrando a poesia de T.S. Elliot ou Rainer Maria Rilke. 
A narrativa fragmentada que ele apresenta é sobre dissonância cognitiva: Ou o mundo é que é insano ou ele é quem é. Ou, talvez, sejam ambos. No refrão, ele pergunta repetidamente: “Como você se sente?/ Como você se sente?/ Quando você está sozinho e com frio por dentro.” A pergunta, no entanto, é deixada pendente, sem resposta, por toda a música.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Man In The Music: Capítulo 5 - History - "They Don’t Care About Us"


2. THEY DON’T CARE ABOUT US 


(Escrita e composta por Michael Jackson.
Produzida por Michael Jackson.
Cordas arranjadas por Michael Jackson.
Vocais: Michael Jackson.
Teclados e programação: Brad Buxer, Chuck Wild, Jeff Bova e Jason Miles.
Guitarra: Trevor Rabin e Rob Hoffman.
Coro infantil de Los Angeles conduzido por Annette Sanders)


“They Don’t Care About Us” é uma das mais ponderosas músicas de protestos que surgiram nos anos 90. 
No meio do intenso tumulto politico e racial da época (Rodney King, revoltas raciais, O. J. Simpson, James Byrd Jr.), ela apresenta uma pancada direcionada contra um aparato de poder abusivo, corrupto e opressivo. 

Interessantemente, enquanto a música se tornou um hit Top Ten em países em todo o mundo, ela não conseguiu passar da 30º posição nos Estados Unidos. Apesar de ser desdenhada (e estigmatizada) nos Estados Unidos, contudo, “They Don’t Care About Us” permanece como umas das mais fortes faixas de todo o catálogo de Jackson.

Ela também se tornou a mais controversa dele. 
Antes de HIStory sequer ser lançado, Bernard Weinraub, do New York Times, descreveu todo o álbum como “profano, obscuro, furioso e cheio de raiva”. 
Em particular, ele assinalou “They Don’t Care About Us”, chamando-a de “visivelmente crítica aos judeus”. Weinraub estava se referindo às linhas: “Chame-me de judeu, processe-me/Todo mundo acabe comigo/ Chute-me, chame-me de kike/ Mas não me chame de preto ou branco”, as quais, ele alegou, serem claramente antissemitas. 

No contesto da música, é claro, Jackson estava tentando exatamente o oposto. “A ideia de que esta letra poderia ser considerada censurável é extremamente dolorosa para mim e enganosa”, ele disse em uma declaração.

“A música, na verdade, é sobre a dor do preconceito e ódio e é uma forma de atrair a atenção para problemas sociais e políticos.
Eu sou a voz do acusado e do atacado.
Eu sou a voz de todos.
Eu sou o skinhead, eu sou o judeu, eu sou o negro, eu sou o branco.
Eu não sou o que está atacando. Isso é sobre injustiças para pessoas jovens e como o sistema pode, erroneamente, acusa-los.
Eu estou com raiva e ultrajado por eu poder ser tão mal interpretado.”

Essa declaração não impediu que os críticos se amontoassem e rotulassem Jackson, que tinha números amigos íntimos judeus, como um antissemita. 

Na revisão de HIStory, Jon Pareles, do New York Times, foi tão longe quanto alegar que “[Jackson] entrega a mentira de todo o catálogo dele, de temas de irmandade, com uma rajada de antissemitismo.” 
A narrativa rapidamente pegou e se espalhou como fogo.
Outros, contudo, particularmente na comunidade afro-americana, defenderam Jackson, alegando que o uso da linguagem dele não era diferente de como os rappers usavam o termo “crioulos” como um artifício retórico de “discurso invertido”, a ideia é fazer epítetos carregados e implantá-los para as extremidades opostas.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Man In The Music: Capítulo 5 - History - "Scream"



1. SCREAM


(Escrita e composta por Michael Jackson, Janet Jackson, James Harris III, Terry Lewis.
Vocais guias e background: Michael Jackson e Janet Jackson.
Teclados e sintetizadores; Jimmy Jam e Terry Lewis)



“Scream” é uma afirmação musical. Despois do intenso escrutínio e desmoralização nos poucos anos anteriores, Jackson estava pronto para revidar com a arma mais poderosa que ele possuía: a sua música. 


Talvez, nenhuma outra canção na carreira de Jackson tenha este tipo de soco rotundo de “Scream”, uma furiosa expressão de indignação. 

Em faixas anteriores como “Wanna Be Startin’ Somethin’”, “Leave Me Alone” e “Why You Wanna Trip On Me”, é claro, ele tinha expressado alguns desses tipos de “pressões”, denunciando as mentiras da mídia e hipocrisias sociais. 
Nunca antes, porém, o cantor teve esta raiva direta, pessoal, e visceral. 

“Supertars não fazem álbuns como este”, escreveu um crítico em 1995. “Eles fazem álbuns seguros, agradáveis. Você sabe, fácil para o ouvido, simples, amigável… Isto é Michael revidando. E ele mostrou o que poderia ser um golpe fatal.”

A faixa começa com Jackson gritando como se estivesse preso em uma caixa de vidro. 
É um brilhante efeito de aura que captura o aprisionamento e sufocamento que ele sente como um desumanizado objeto da mídia. 
O grito gutural contém um senso de desespero, angústia e raiva e, quando ele deixa isso sair, os vidros aprisionadores se estilhaçam. 
Em vez de ser um espetáculo ou vítima, ele está poderoso. 
A música dele, mais uma vez, provê uma sensação de libertação.

“Cansado de injustiça”, ele começa. “Cansado de esquemas”. 
Essa é uma apropriada linha de abertura para HIStory – o álbum mais político da carreira de Jackson – e ele bate nas letras com uma intensidade que golpeia os ouvidos dos ouvintes. 

Na verdade, sonoramente, “Scream” estava bem à frente da curva, misturando o metal industrial de Nine Inch Nails com o electro-funk de TV on the Radio, a mecânica angularidade de Rhythm Nation com a alienação techno de OK Computer. 
Com a fuzz bass de arrepiar os seus cabelos e a batida de fundo de estilhaçar vidros, é uma música que requer bons alto-falantes ou headphones para efeito total.

“Scream” também fez uma declaração com a linguagem dela. 
Uma vez uma famosa devota Testemunha de Jeová, com uma imagem de Peter Pan, Jackson chocou muitos ouvintes, quando o single de abertura dele substituiu os versos no refrão, “Pare de pressionar”, em uma linha, com o impetuoso “Pare de fuder comigo!” (Jackson também iria, não tão discretamente, mostrar o dedo do meio no vídeo musical). 



De acordo com o engenheiro assistente, Russ Ragsdale, Jackson estava relutante em blasfemar a faixa. “Eu estava na sala quando Jimmy Jam pediu a ele para cantar o refrão de ‘Scream’”, ele recorda, “e ele não dizia a palavra ‘F..’. 

Ele meio que fez isso muito percussivo em vez de cantar a palavra inteira. Janet ficou encarregada da maior parte do vocal background. Não estava na natureza dele usar palavras como essas, de jeito nenhum. 

Eu nunca o tinha ouvido blasfemar. Portanto, foi uma surpresa que ele tenha usado outras palavras como essa no álbum. Nós todos meio que sorrimos quando escutamos isso”. A linguagem incitou desaprovação e condenação entre alguns pais e críticos. Para Jackson, entretanto, isso foi uma maneira de expressar a feroz revolta dele pela enganosa e hipócrita mídia.


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Man In The Music: Capítulo 5 - History - Parte II



A maioria das primeiras canções de Jackson (“Stranger in Moscow”, “Childhood”, “Money”, “Little Susie”, etc.) foi esboçada e gravada com o compositor/músico Brad Buxer, com quem Jackson tinha se tornado muito próximo, desde as sessões de Dangerous. 

Buxer foi o diretor musical da segunda parte da Dangerous World Tour e eles sempre trabalharam juntos em novo material nos quartos de seus hotéis. O material serviu como a fundação para HIStory, quando eles retornaram aos Estados Unidos.

Coincidentemente, as gravações para HIStory estavam agendadas para acontecer no mesmo dia em que aconteceu o terremoto, em janeiro de 1994, em Los Angeles (o que resultou em setenta mortes e mais que 20 bilhões de dólares em danos). 

Jackson ficou horrorizado pelo terremoto e decidiu mudar todo o time para New York. As gravações começaram mais tarde naquele mês, no legendário Hit Factory, do qual o time frequentemente utilizava todos os quatro estúdios, supervisionados, principalmente, pelo coordenador de produção, Matt Foger. Durante os primeiros meses de gravação, Jackson viveu em hotéis em Manhattan, onde ele, frequentemente, ficaria acordado até tarde da noite, desenvolvendo letras e arranjos, antes de viajar, incógnito, até o estúdio. (Jackson, essencialmente, escreveu e cantou no Estúdio Três.).

Depois do pesadelo que foi 1993, Jackson estava animado por estar focado novamente em seu trabalho. O estúdio e o palco, como sempre, eram onde ele se sentia mais em casa. “Quando Michael Jackson entrava na área de gravação, ela se tornava dele, observou o, então, amigo Uri Geller, que presenciou as sessões no Hit Factory em 1994. “Ele dominava o estúdio, um tipo de dominação diferente, do jeito como ele controla a multidão… Michael é extremamente comprometido com a música dele. Ele trabalha passionalmente nisso, com uma dedicação que me surpreendeu quando eu vi pela primeira vez.”

Como com Dangerous, Jackson assumiu o papel de produtor executivo, reunindo em torno dele um novo time de músicos, compositores e coprodutores para ajudá-lo a realizar a sua visão criativa. Enquanto ele manteve vários dos parceiros musicais de longa data – Bruce Swedien, Rene Moore e Steve Porcaro, entre outros – ele, também, continuou procurando por novos talentos. Para HIStory, a principal equipe consistia em Brad Buxer, Eddie Delena, Andrew Scheps e Rob Hoffman. Depois de uma positiva experiência trabalhando com Bill Bottrell e Teddy Riley, em Dangerous, Jackson estava ansioso por testar alguns novos produtores.

O som new jack swing tinha evoluído desde Dangerous. Jackson gravou algumas novas músicas com Teddy Riley, nas primeiras sessões, mas elas não entraram no álbum. Jackson também gravou músicas com Babyface (incluindo “Why” e “On the Line”), mas elas também não entraram no corte final. (Duas das colaborações de Bottrell, “Come Together” e “Earth Song”, fizeram HIStory, mas elas já tinham sido escritas e gravadas antes – embora “Earth Song” tenha sido ligeiramente modificada.).

Neste inicial, estágio, Bruce Swedien recorda Jackson chamando-o para a sala dele no estúdio, um dia, e perguntando se ele “poderia pensar em alguém que era verdadeiramente original na elaboração de sons de sintetizadores e cores”. Jackson enfatizou: “E eu quero dizer verdadeiramente original.” Swedien recomendou Chuck Wild, do revolucionário grupo da nova onda, Missing Persons. Jackson decidiu trazê-lo a bordo. “Eu nunca esquecerei a primeira conversa entre Michael e eu, em 1994”, recorda Wild. “Ele disse: ‘ Chuck, quero que você fabrique sons que os ouvidos nunca ouviram. Eu quero que eles sejam ardentes e agressivos, incomuns e únicos. ’ Intermitentemente, ao longo dos próximos três anos, trabalhando com cerca de 25 sintetizadores, três sampleadores e um par de computadores Macintosh, eu criei uma biblioteca de sons e sonoridade.”

Jackson, também, trouxe a famosa dupla de Minneapolis, Jimmy Jam e Terry Lewis, que tinham produzido todos os álbuns de sua irmã, Janet, incluindo o revolucionário Rhythm Nation. Jam e Lewis ficaram emocionados por, finalmente, trabalhar com Michael. Antes de encontrá-lo em Nova Iorque, eles testaram um punhado de faixas com Janet. “Durante um par de dias, nós viemos com cerca de oito diferentes ideias para as faixas”, recorda Jimmy Jam. “Interessantemente o bastante, Janet sabia que ele adoraria a demo que acabou sendo ‘Scream’. Eu disse: ‘Como você sabe? ’ [Ela disse] ‘ Eu conheço meu irmão. ’” Janet, é claro, estava certa. Quando Jam e Lewis chegaram ao Hit Factory, Michael e Janet escutaram as demos juntos. “Ele colocou nossas faixas, as quais nós tínhamos comparado de oito a seis”, recorda Jimmy Jam. “‘Scream’ foi a quinta. Ele escutou cada faixa por cerca de dois minutos. ‘Eu gosto disto… Isto é realmente bom’, ele diria. Assim, no fim, ele nos disse: ‘Tudo isso realmente funciona, vocês fizeram um ótimo trabalho. Nós podemos voltar à faixa cinco? ’ Ele tocou ‘Scream’ de novo. ‘Eu pensei nesta aqui, eu pensava que eu tinha escutado alguma coisa para esta faixa’, ele disse. ‘Vamos em frente com esta. ’ Janet olhou para mim e começou a rir. ‘Eu disse a você que ele escolheria esta. ’”


Jackson no set do vídeo musical dele para Earth Song, 
o mais ambicioso hino dele àquela época.


No dia seguinte, eles se encontraram, novamente, na suíte de Jackson, na Trump Towers, e Jackson veio com a melodia e a letra para a música. “Era maravilhoso”, lembra Jam. “O processo de composição foi assim em todas as músicas que fizemos juntos… Ele era muito rápido, muito intenso. Tudo foi escrito em um furacão. Apenas vinha para ele. Era emocionante.” No total, três colaborações Jackson/Jam e Lewis – “Scream”, “Tabloid Junkie” e “HIStory” – integrariam o álbum.


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Man In The Music: Capítulo 5 - History - Parte I









“Eu não estou planejando escrever outro livro tão cedo. Se você quer saber como me sinto, você pode checar History. É um livro musical.” 

MICHAEL JACKSON, SIMULCHAT, 1995



CAPÍTULO 5 HISTORY:

PAST, PRESENT AND FUTURE, BOOK I

LANÇADO: 16 de junho de 1995

PRODUTOR EXECUTIVO: Michael Jackson

NOTÁVEIS CONTRIBUIDORES: Jimmy Jam (produtor), Terry Lewis (produtor), David Foster (produtor), Janet Jackson (vocais), Bill Bottrell (produtor/compositor), R. Kelly (compositor), Dallas Austin (compositor), Brad Buxer (teclado/arranjo), Bruce Swedien (engenheiro), Eddie Delena (engenheiro assistente), Andrew Scheps (engenheiro assistente), Rob Hoffman (engenheiro assistente), Johnny Mandel (orquestração), The Andraé Crouch Singer Choir (vocais), Slash (guitarra), Boyz II Men (vocais), The Notorious B.I.G. (rap), Shaquille O’Neal (rap), Matt Forger (coordenação técnica)

CANÇÕES: “Scream”, “You Are Not Alone”, “Earth Song”, “They Don’t Care About Us”, “Stranger in Moscow”

ESTIMATIVA CÓPIAS VENDIDAS: 22 milhões


HIStory é o álbum mais pessoal de Michael Jackson. Desde a fúria ardente de “Scream” à dolorosa vulnerabilidade de “Childhood”. O álbum foi, nas palavras de Jackson, “um livro musical”. Ele abrangeu todas as emoções turbulentas e lutas de alguns anos anteriores: ele era o diário dele, a tela dele, a refutação dele.

O resultado, para alguns, foi um pouco dissonante. Eles queriam o “velho” Michael Jackson: a melodia calorosa, jovial, e as letras que estimulam a dança. 

History abertamente desafiou essas expectativas. Sonoramente, ele seguiu em frente, já que continuou a cruzar e mixar gêneros (incluindo hip-hop, industrial funk e orquestral pop). Tematicamente, ele confrontou, em vez de evitar o complexo estado emocional de Jackson. No entanto, ele também pareceu exteriorizado; amarrando a angústia e revolta dele aos problemas sociais maiores, como sensacionalismo da mídia, materialismo, discriminação e alienação.

Enquanto esta abordagem provoca alguns momentos crus (e músicas sem a viabilidade comercial dos álbuns anteriores), ele, também, parece libertar Jackson – e resulta em um das mais politicamente potentes, emocionalmente honestas e artisticamente poderosas faixas que ele já vez. 

“Jackson expressa difíceis experiências e desconfortável conhecimento”, observa o crítico cultural Armond White. “Na voz agressiva dele, há lugar para o desespero, a ânsia urgente de qualquer um”. Na verdade, embora a maioria dos críticos tenha sido lenta em olhar o passado do imediato contexto biográfico do álbum e reconhecer a realização artística dele, HIStory bem pode ser considerado a magnum opus de Michael Jackson. Nunca os vales tinham sido tão baixos e os picos tão altos.

HIStory foi criado a partir de um tipo de exílio cultural. Em 1995, enquanto ele continuava sendo enormemente popular na maior parte do resto do mundo, Michael Jackson tinha perdido muito do encanto dele nos Estados Unidos. As alegações de abuso sexual infantil, em 1993, tinham devastado a imagem dele. Alguns sentiram que isso, efetivamente, encerrou a viabilidade dele como um dominante pop star. As sórdidas alegações, porém, não foram a única razão para a minguante relevância dele. Isso também tinha a ver com a mudança cultural da juventude e o espírito musical da época. Os ícones culturais do início ao meio dos anos noventa eram artistas como Kurt Cobain, Tupac Shakur, e Alanis Morissete. Em comparação, a imagem de Jackson parecia muito teatral e ensebada. “Black or White” e “Heal the World” simplesmente não ressoaram com o cinismo e sofismo da Geração X. Dance pop e temas humanitários eram ridicularizados por grungers vestidos de flanela e gangstars usando calças largas e reagindo contra o compreendido artificialismo, falsidade e otimismo dos anos oitenta.

Os anos noventa fizeram ver a ressureição do R&B com grupos como Boyz II Men e TLC, e artistas solos como R. Kelly, Toni Braxton e a irmã de Michael, Janet; mas esses eram artistas com encanto mais natural para pessoas jovens. As músicas deles eram sobre sexo e sentimento. Michael Jackson tinha, agora, trinta e sete anos e mais conhecido entre a nova geração de ouvintes como objeto de infinitas controvérsias de tabloides. Em razão desse contexto, Jackson entendia que HIStory seria o mais desafiador álbum da carreira dele.



quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Man In The Music: Capítulo 4 - Dangerous - "Outras Notáveis Canções da Era Dangerous"




DO YOU KNOW WHERE YOU CHILDREN ARE (gravada em 1990, não-lançada) “Do You Know Where Your Children Are”, teria igualmente sido um grade hit, se tivesse sido incluída em Dangerous. Jackson preferiu não usá-la, pensando que ela não estava pronta ainda, mas tinha em mente usá-la em um álbum futuro. A música apresenta um feroz solo de guitarra e um refrão instantaneamente memorizável. Como outras faixas de Dangerous, a música é profundamente preocupada com os problemas do mundo real, combatendo a negligência, exploração e abuso sexual.



FOR ALL TIME (gravada em 1982, lançada em Thriller 25, em 2008) Uma linda balada originalmente composta por Steve Porcaro, David Paich e Michael Sherwood para Thriller. Ela foi regravada durante as sessões de Dangerous, mas deixada de fora do corte final do álbum também. Ela foi finalmente lançada como faixa bônus em Thriller 25, em 2008.